
Por Paulo Henrique Arantes
O médico sanitarista Gonzalo Vecina, ex-presidente da Anvisa, compartilha da opinião da pneumologista Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, que em artigo publicado hoje no jornal O Globo afirmou que o comportamento da variante Ômicron pode sinalizar o fim da pandemia de Covid, pelo menos em sua forma grave. “O que ela pensa e deseja é o que eu penso e desejo”, disse Vecina ao NotiCom.
“Tudo nos levaria a crer que o vírus chegou a um ponto da sua escalada evolutiva que alcançou a ‘perfeição’. E qual é a ‘perfeição’ para um vírus? É manter o hospedeiro vivo. Para se reproduzir, ele precisa de um hospedeiro – isso é o máximo que um vírus pode imaginar em termos de evolução”, explica Vecina.
Ele observa que a Ômicron apresenta uma infectividade maior que a do sarampo, uma das doenças conhecidas mais transmissíveis, e ao que tudo indica não mata seu hospedeiro. “Ela produz doença, pode até produzir alguma morte, mas são poucas e geralmente em pessoas que têm outras fragilidades”, nota o médico. E indaga: “Será que está chegando a hora de o coronavírus permanecer apenas como causador de uma entre tantas doenças com as quais o homem convive? Esse é o pensamento que eu entendo do artigo da Dra. Margareth, e é também o que eu penso”.
Mesmo que o cogitado por Vecina e Dalcolmo se confirme, ambos advertem que não é hora de abandonar máscaras e certo distanciamento social. E, mais do que nunca, é preciso vacinar.
“Pode haver o surgimento de uma nova variante? O futuro é desconhecido. Temos de tomar muito cuidado com o que ainda vem frente, embora pareça que estamos num momento interessante, com muitos casos mas poucas mortes e poucos casos graves”, pondera Gonzalo Vecina.

E o que dizem da variante ‘Lhi’ e das infecções conjuntas de influença, resfriado e covid?
Devem liberar o carnaval para todos ou só para os ricos?
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