
Por Paulo Henrique Arantes
Augusto Aras pode estar deixando a condição de engavetador-geral da República após o presidente Jair Bolsonaro confirmar a indicação de André Mendonça, chefe da Advocacia Geral da União, para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal pela aposentadoria de Marco Aurélio Mello.
Aras era cotado para o STF e, preterido por Bolsonaro, talvez dê início a uma gestão mais profícua na PGR, deixando de atuar sempre conforme os interesses do governo.
O parecer de Augusto Aras enviado nesta terça-feira (6) ao STF, em que aponta a inconstitucionalidade da privatização dos Correios, bate de frente com uma ideia do governo que foi verbalizada publicamente pelo próprio presidente.
Para o jurista Pedro Serrano, um comportamento de retaliação por parte de Aras não pode ser afirmado, mas "é possível".